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Juros de obra: entenda como funciona a cobrança

Você fechou negócio, assinou o contrato de financiamento e está na expectativa de ver o prédio sair do papel. Mas, antes mesmo da primeira prestação regular chegar, surge no extrato uma cobrança que pega muita gente de surpresa: os juros de obra. Se a construção ainda não terminou, por que já existe um custo de financiamento? 

A resposta tem a ver com a forma como o banco libera o crédito ao longo da obra, e entender esse mecanismo é essencial para não ter surpresas no orçamento. É sobre isso que vamos falar a seguir.

O que são juros de obra?

Juros de obra são os juros cobrados sobre a parte do financiamento que o banco já liberou durante a construção do imóvel. Eles não são a prestação regular, e sim um custo específico da fase que antecede a amortização, quando o saldo devedor passa a ser pago dentro do prazo contratado.

Isso acontece porque o crédito não é disponibilizado de uma só vez: o banco libera os valores aos poucos, de acordo com a evolução do canteiro de obras. Enquanto essa etapa não termina, o comprador paga juros apenas sobre o que já foi liberado até aquele momento. 

As condições exatas variam conforme a operação contratada, por isso o contrato de financiamento é sempre a referência mais confiável.

Como é feito o cálculo de juros de obra?

O cálculo leva em conta dois elementos: o valor do financiamento já liberado pelo banco e a taxa de juros prevista em contrato. Como a liberação acontece por etapas, a base usada para o cálculo muda ao longo da construção, o que explica por que essa cobrança costuma crescer com o tempo.

Um exemplo ajuda a visualizar. Em um financiamento de R$ 300 mil, se R$ 100 mil já tiverem sido liberados para a obra, os juros incidem sobre esse valor, conforme a taxa contratada.

À medida que novas etapas da construção são concluídas e novos recursos são liberados, essa base de cálculo aumenta, e o valor pago em juros acompanha esse crescimento.

Segundo a CAIXA, durante a fase de obras o cliente paga juros proporcionais ao percentual do financiamento já liberado, e a cobrança pode incluir ainda outros valores previstos em contrato, como seguro e tarifa de administração.

Por isso, não existe uma quantia fixa de juros de obra aplicável a todos os compradores: tudo depende do financiamento contratado, da taxa e do ritmo de liberação dos recursos.

Juros de obra e parcela do financiamento são a mesma coisa?

Não. Os juros de obra pertencem à fase de construção, enquanto a parcela regular só entra em cena na etapa de amortização, quando o contrato passa para sua fase definitiva.

Ou seja, o valor pago durante a obra não deve ser usado como referência para a prestação que será cobrada ao longo de todo o financiamento. São momentos diferentes de uma mesma operação de crédito, com finalidades distintas, e ter essa separação clara ajuda bastante no planejamento financeiro do comprador.

Qual a diferença entre o INCC e os juros de obra?

São dois valores que podem aparecer juntos na compra de um imóvel na planta, mas cumprem funções completamente diferentes. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela FGV, acompanha a variação de preços de materiais, serviços e mão de obra.

Quando previsto no contrato de compra e venda, ele é usado para atualizar o valor do imóvel durante o período de construção.

Já os juros de obra estão ligados exclusivamente à operação de crédito, ou seja, aos recursos que o banco já disponibilizou.

Resumindo: o INCC atualiza o valor do imóvel conforme a regra contratual, enquanto os juros de obra remuneram o crédito já utilizado do financiamento.

Até quando são pagos os juros de obra?

Os juros de obra são cobrados até a transição do financiamento para a fase de amortização, e esse momento não coincide necessariamente com a entrega das chaves. Na CAIXA, por exemplo, essa transição está associada à apresentação do habite-se e à averbação da construção na matrícula do imóvel. 

O que considerar antes de comprar um imóvel na planta?

Antes de fechar negócio, vale colocar no papel os custos da fase de obra e também aqueles que começam depois da entrega. Alguns pontos merecem atenção especial:

  • Taxa de juros contratada: define o valor cobrado sobre o crédito já liberado.
  • Cronograma de liberação do financiamento: impacta diretamente o valor dos juros de obra ao longo da construção.
  • Previsão de correção pelo INCC: no contrato de compra e venda, e como ela é aplicada.
  • Condições para o início da amortização: documentos exigidos pelo banco.
  • Custos adicionais como seguro e tarifa de administração: também podem compor a cobrança mensal.

Fale com quem entende do assunto

Cada financiamento tem suas particularidades, e a melhor forma de entender as condições da sua operação é conversando com quem acompanha o processo de perto, tanto o corretor quanto a instituição financeira responsável. 

É esse tipo de suporte que ajuda a decidir com segurança, inclusive na hora de conhecer empreendimentos como os da Diagonal Inc., presentes no Cambeba e na Parquelândia, regiões bem integradas à cidade, com fácil acesso a serviços, comércio e mobilidade.

Quer conhecer as condições de compra de um imóvel na planta? Fale com um corretor da Diagonal Inc. e tire todas as suas dúvidas.

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